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    Comecei a blogar em dezembro de 2008 e no início de 2010 lancei a versão atual, resultado de congressos, aulas, workshops e inúmeros projetos realizados nos últimos anos sobre o que o mercado chama de "analytics".

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Big Data e afins


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Só se fala nisso na cidade…

Big Data é um conceito de tecnologia da informação ligado a grandes bancos de dados que por serem complexos e gigantes não conseguem ser processados pelas ferramentas tradicionais de processamentos de dados, nem pelos softwares clássicos de BI e análise estatísticas.

De tempos em tempos ressurge a ideia que a sociedade e os mercados produzem dados a uma velocidade superior a capacidade das empresas e,só terá sucesso quem conseguir organizar, coletar, analisar e compartilhar as informações. Nos últimos anos já testemunhei  pelo menos 4 ondas dentro desse conceito. Então aviso: As empresas não irão quebrar em massa. Poucas empresas de fato conseguirão vantagem competitiva. As que conseguirem certamente estarão mais rico daqui a uns 10 anos que as demais. Muita gente ganhará muito dinheiro com isso e as apresentações corporativas e de fornecedores estarão repletas do termo Big Data nos slides. E daqui a alguns anos o assunto será esquecido e trocado de novos termos.

Vamos aos fatos

A sociedade produz mais dados do que a sociedade e as organizações podem assimiliar

Segundo artigo da The Economist (http://www.economist.com/node/15557443) de 2010, a informação criada cresce em ritmo exponencial ao passo que a capacidade de armazenamento cresce em ritmo linear. E como tentar acompanhar o velocista Usain Bolt com 3 Kg de chumbo em cada perna.

De outro lado, gestores das empresas estão aflitos com o cenário a ponto de revelarem em pesquisa realizada recentemente pela IBM com 1.700 CMOs (executivos de marketing) do mundo todo (http://www.youtube.com/watch?v=LPZru8g12G4) que o impacto da explosão de dados e apontada pelos CMOs, como sendo a de maior despreparo.

BIG DATA

Bom, desconsiderando os aspectos técnicos que envolvem as novas tecnologias, deixo para vocês uma lista de insights e aprendizados que considero importantes você ler caso esteja envolvido em algum projeto de Big Data.

  1. Invista em profissionais de alto nível. Projetos bem-sucedidos em administração de bancos de dados massivos quase sempre o são por conta de profissionais de banco de dados especializados – os DBAs. Esses profissionais são raros, caros e imprescindíveis se deseja criar um projeto bem-sucedido. Não se restrinja a conhecimento em SQL Server ou banco de dados em geral. Falo daqueles caras antigos que já quebraram todas as pedras…bons de projeto….bons de infra-estrutura. E prepare seu budget…
  2. Somente softwares não resolvem. Pense no trinômio: tecnologia, processos e pessoas. Invista nos 3 pilares. Cada um tem uma importância diferente ao longo do projeto. Um pilar subavaliado afeta todo o projeto;
  3. Não permaneça muito tempo nas etapas de organização e construção das estruturas de dados. Produza rapidamente insights úteis para a organização – os famosos “quick-wins”;
  4. Encontre um sponsor. Uma área, profissional ou acionista que garanta demandas e visibilidade para o projeto e para os insights produzidos;
  5. Trabalhe forte com métricas e KPIs. É o melhor e mais interessante caminho para tangibilizar e dar visibilidade aos projetos de informação. Métricas e KPIs estão na moda, são úteis e chegam até as telas dos executivos seniores;
  6. O assunto é antigo mas com roupa nova. Se o ambiente interno for reativo monte seminários e treinamentos internos. Se o médio escalão não quiser participar, convide os analistas. Aos poucos você conseguirá popularizar os conceitos.
  7. Não perca de vista a ideia que o resultado final é fazer com que os gestores tomem decisões melhores e com rapidez. Se conseguir entregar facilitadores para os gestores terá garantido a perenidade do projeto. A visão que gosto de usar é: entregue algo que o gestor possa ver no IPAD e tomar uma decisão no saguão do aeroporto enquanto espera um check-in.

(caso você tenha alguma sugestão para compartilhar, envie para ser adicionada a lista)

Evento qualidade da informação

3a. Conferencia Internacional em Qualidade da Informacao

Local: São Paulo

Data: 30/05/2012

link: http://www.qibras.org/conferencia2012/

Sites de compra coletiva: remédio velho para problema novo

Segundo reportagem do Grupo Estado de SP (http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,metade-dos-sites-de-compra-coletiva-no-pais-esta-inativa,95563,0.htm ) revela que metade dos 1,6 mil sites de compras coletivas brasileiros está inativa – não divulga ofertas ou está fora do ar.

Após o “boom” inicial desse mercado que iniciou-se no Brasil em 2010  e caiu no gosto de milhões de brasileiros em busca principalmente de descontos, não resta dúvida que a partir de agora haverá um concentração e depuração de mercado, restando apenas os grupos que tiveram fôlego financeiro e marcas  sólidas além de sites “nichados”.

O foco atual na capacidade operacional,navegabilidade e abrangência dos produtos e parceiros deverá ser revista uma vez que os consumidores que já incorporaram o novo modo de comprar produtos e serviços já demandam por aumento na personalização e interação com os sites.

Nesse contexto a aposta é que os grandes grupos precisarão de “know-how” de segmentação, armazenamento de dados de comportamento, entendimento de ciclo de vida do cliente, conceitos de recência, frequência e valor, mineração de dados,entre tantas outras ferramentas já disponíveis na disciplina de CRM.

Evento: Enterprise Data World

http://www.edw-latam.com/home

Social Media Brasil 2011 – Social Media & Marketing integrado

Pessoal, segue destaques da apresentação da Adriana Kevill sobre mídias sociais e marketing integrado

  • “Social media é como sexo de adolescentes: todo mundo quer fazer mas sempre sai meio esquisito”
  • Mídia social é tática e tem que vir alinhada com a estratégia
  • Segmentação de consumidores: inativos > espectadores > participantes > colecionadores > críticos > criadores. As ações tem que estar aderentes as estes perfis
  • Estar no facebook ou no twitter por estar não é válido. Tem que estar  aderente à estratégia.
  • Empresas precisam escutar os clientes. Monitorar não é escutar.
  • Aviso: gerar conteúdo com qualidade pois fica para sempre
  • Pensar como uma editora: conteúdo relevante, com regularidade, seguindo um calendário com apresentação bem elaborada
  • Dica sobre métricas: liste tudo o que pode medir, selecione dessa lista tudo o que estiver ligado a estratégia
  • Quem são os “donos”  dos projetos: marketing, vendas, relações públicas? Resposta: quem estiver mais próximo do cliente (atendimento ao cliente, área comercial / atendimento, produtos)
  • KISS – Keep it Significant & Shareable

Vicinity – Segmentação Sócio-Demográfica

O  Vicnity© é um projeto de segmentação sócio-demográfica do Brasil. Ao invés de segmentar listas de clientes me propus a desenvolver uma solução que pré-segmenta a população brasileira e através de  processos de geomarketing e tratamento de bases de dados digitalizadas realiza-se a transposição desses dados para cadastros diversos.

O Vicnity© teve sua primeira versão comercial em meados de 2010. Após vários projetos e versões encontra-se numa versão madura e  já conta com diversos cases.

Para saber mais assista ao filme criado pelo Anselmo Gimenez com narração do Sergio Roberto Ribeiro.

[youtube.com/watch?v=CmfK6blVeSk]

Segmentação Sócio-Demográfica no Brasil

Traduzindo literalmente o provérbio “birds of a feather flock together” chegamos a “aves de pena voam juntos”. Aqui no Brasil utilizamos o  “diz-me com quem tu andas, que te direi quem és”.

Um importante conceito de marketing é baseado nesse provérbio. Na prática significa que pessoas com interesses  e gostos similares moram em regiões parecidas. De acordo com esses conceito, já está provado que é uma boa idéia abordar com ações de marketing indivíduos com os mesmos perfis sócio-demográficos.

Felizmente já temos dados e tecnologia no Brasil para definir e acessar esses perfis sócio-demográficos.

A cada 10 anos o IBGE coleta e distribui dados da população brasileira. A fim de garantir a privacidade dos dados dos brasileiros somente dados agregados são comercializados. O menor nível de dado agregado são os setores – normalmente homegêneos e totalizando cerca de 300 famílias.

Para saber mais: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/defaulttab_agregado.shtm