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“Se não andar prá trás não vai andar prá frente”! (off)

Não vou postar um tema relativo ao blog (off). Não pude evitar!

hoje após almoçar sentei-me ao lado de um senhor e por educação puxei conversa oferecendo um chocolate. Depois de outras conversas contou-me uma história sobre ele mesmo que dizia assim:

“…o meu filho mais novo já está grande, mas quando ele nasceu, eu e a minha esposa já sabíamos que nossa vida havia mudado. Teríamos que cuidar dele a vida toda. Depois de um parto normal de mais de 10 horas no qual uma das inúmeras complicações era que o bebê estava em pé na barriga da mãe e virado de costas para a saída, nasceu um bebê com hidrocefalia. Todo o seu desenvolvimento futuro foi comprometido. Aquelas pequenas alegrias do dia a dia de uma criança não ocorreram. Demorou um ano para os olhinhos acompanharem o movimento das mãos, 18 meses para reagir a um estímulo sonoro, e assim foi. Optamos, ao contrário da maioria das pessoas com situações semelhantes, de não esconder nosso filho da sociedade. Eu, sabia que precisava estar com ele e a com a minha esposa. Eu sei que a maioria dos maridos não aceitam e acabam saindo de casa. Mas eu aguentei firme e ao lado da minha esposa fomos nos apegando ao que era possível. Fomos nos acostumando. Nosso filho não aprendeu a andar. Tampouco engatinhava. Para sair com ele eu o levava no colo. Quando cresceu mais não tive jeito. Colocava ele com os pés apoiados ao meus e andava com ele segurando pelas mãos. Quando ele já era um menino grande, lembro-me como se fosse hoje decidi passar na padaria de um conhecido. Como de costume abri a porta do carro, dei a volta e peguei meu filho. Coloquei os pés dele sobre o meus e ao passar pela entrada um mendigo, todo maltrapilho com um chapéu preto furado disse-me: – Se não andar prá trás não vai andar prá frente! Não dei bola, entrei na padaria e pedi um pingado. Perguntei ao meu amigo quem era aquele sujeito. Disse-me ser um mendigo que as vezes parava por ali. Na saída, pedi para ele que repetisse o que havia dito e ele repetiu: – Se não andar prá trás não vai andar prá frente!
Fique com isso na cabeça. Cheguei em casa e contei o que tinha ocorrido para minha esposa e o outro filho mais velho. Ficaram intrigados. Isso foi numa sexta-feira. No sábado fizemos um teste com ele. Nós três seguramos ele e fizemos os movimentos de andar prá trás. Ele esperneou, gritou e se debateu. Fizemos isso mais 6 vezes no sábado e no domingo. Nada aconteceu. Frustração geral. Na segunda-feira fui trabalhar. Revi os amigos, passei num boteco antes de voltar para casa para aliviar a tensão. Quando cheguei em casa minha esposa não queria abrir a porta. Perguntei se era por causa da bebida. Ela pediu prá esperar. Comecei a gritar. Abriu a porta. Meu filho cambaleando para os lados, batendo nos móveis, derrubando as coisas, veio correndo me abraçar. Ele estava andando. Ninguém nunca conseguiu me explicar a razão prá ele conseguir andar. Hoje ele tem uma vida social normal. Procurei por meses aquele mendigo e nunca encontrei.”

(baseado em relato real)

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Uma resposta

  1. Nossa que história linda! Só Deus pode ter feito este milagre!

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